O Ministério da Saúde Espiritual adverte:

Seja o teu sim, sim e o teu não, não.
Porque os que não forem quentes nem frios serão vomitados.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não escolher é a pior escolha, mas ainda é uma escolha

Aquele que afirma "não se envolver com política" já está envolvido nela até o último fio de cabelo - apenas escolheu se omitir e ser governado pelos que participam do debate.
Esses indivíduos são componentes importantes em qualquer cenário político - esses sim, são a verdadeira massa de manobra, porque deles emana o posicionamento leviano "contra/a favor".
Esses sim, precisam ser habilmente manobrados pelos pólos politizantes (isso soa como pleonasmo!), pois deles não emana a convicção política dos seguidores de A ou B, mas a mera opinião volátil, que precisa estar oportunamente polarizada no momento da escolha.
Esses sim, quando escolhem, o fazem por motivos fúteis e fugazes, que alimentam os equívocos históricos e as convulsões sociais que deles derivam. Pior: quando enfim eclode a convulsão social, enfiam-se assustados e acovardados em suas cavernas, esperando que a situação por si só se defina, para mais tarde se submeterem ao sobrevivente do embate.
E ainda se orgulham de sua convicção nada convicta. Quem afirma não se envolver com política é, acima de tudo, um mentiroso contumaz, pois a partir de sua posição omissa são deflagrados os conflitos sociais dos quais ele foge, como uma matriz que rejeita a própria cria. Não tem noção de que o distúrbio se agiganta a partir da omissão de muitos frente às conviccções de poucos, que passam a ter que gritar, em vez de falar, pois falam por si mesmos e por aqueles que se recusam a falar.
A omissão é o germe do radicalismo, assim como o radicalismo é o germe da omissão.
A covardia de muitos provoca a coragem de poucos - e nem sempre essa coragem deriva de motivos nobres. 
Do que gemem portanto, os omissos, ao verem a iniquidade germinando no fértil solo do seu silencio?
Colherá girassóis aquele que os semear.
Ao que não semeia, restam as urtigas, pois essas não demandam que alguém as semeie.
Não seja assim conosco.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Por que Dilma13 e Serra45 não tem programa de governo?

Amigos: Não nos iludamos. Os candidatos não tem programa de governo porque o quadro atual não oferece opções - é algo semelhante a um longo corredor, onde não há atalhos pela direita ou pela esquerda, sob risco de gravíssimo desastre nacional.

Por isso os 8 anos de FHC foram continuados nos 8 anos de Lula e serão continuados pelo sucessor de Lula. A diferença entre um e outro estão nas competencias de um ou outro membro da equipe que tem que tocar o projeto, que é muito maior que seus mandatos. Se um governo realizou a etapa #1, o governo seguinte realizou a etapa #2 e o sucessor realizará a etapa #3 e assim por diante, cada um dentro da competencia dos membros de suas equipes - mas a tarefa será aquela, sem alternativa.

Por isso acho ridículo Dilma13 vir à televisão criticar FHC por não ter investido no pré-sal - como, se antes era necessário gerar insumos para que isso acontecesse?

Por isso acho ridículo Lula trazer para si a medalha da "descoberta" das jazidas que todo mundo já sabia que estavam lá e já por décadas trabalhavam duro para conquistar a tecnologia que permitirá a riqueza do Brasil nesse segmento. Isso tudo não aconteceu em 8 anos, nem em 16 anos, mas muito lá atrás, com a decisão de seguir por este caminho.

Por isso acho ridícula a campanha anemica que Serra45 vem fazendo, como se tivesse MEDO de ganhar a eleição! Ele mais que ninguém sabe que a ele caberá o próximo capítulo desse projeto nacional, que nos levará à mesa das potencias mundiais. Será que ele se acha pequeno demais para o que o aguarda? Melhor assim, do que entregar este país nas mãos de aventureiros plenos de audácia, mas desprovidos de civilidade.

Lula foi eleito pelo povo através do mesmo sentimento que levou Marina43 ao desempenho alcançado nessas eleições - o sentimento de que aqueles que estavam no poder estavam por demais inchados e locupletados por suas negociatas e malversações. Ele também era desprovido de experiencias anteriores, diplomas, idiomas, etc., mas como não lhe restava outra alternativa, simplesmente prosseguiu caminhando em frente pelo longo túnel iniciado MUITO ANTES de FHC, ainda que ele e alguns de seus mais próximos tenham tentado "cavar" o túnel em busca de atalhos que lhes trouxessem vantagens pessoais.

Não nos enganemos: Os bastidores das campanhas de Dilma13 e Serra45 tem aqueles mesmos velhos demonios que já conhecemos. A diferença é que em Serra45 há um grau de autonomia que pode impedir as ações mais insidiosas dos demonios tucanos. Arthur Virgílio já foi mandado para casa pelas urnas. O mesmo se deu com Zé Aleluia. E Dilma13 é devota dos demonios petralhas, que não dependem de mandato para realizarem seus sortilégios, portanto seguirá tudo que seus mestres lhe mandarem, como toda boa "companheira discípula" de partido.

Os próximos 4 anos serão, no mínimo, interessantes, historicamente falando. Podem anotar o que disse.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Surge a Terceira Força Política no Brasil - 2014 à vista

Marina Silva surge como a terceira força no cenário político brasileiro. 


As outras duas forças, quer queiramos reconhece-las ou não, são o governo, representado pela aliança PT-PMDB e a bisonha oposição composta pela aliança PSDB-DEM.


O surgimento de uma terceira força relevante geralmente ocorre quando nem situação, nem oposição oferecem alternativas viáveis de continuidade ao progresso da nação. Esse sentimento decorre, em geral, de uma saturação de corrupção em ambas as frentes políticas.


As urnas deram muito bem o tom dessa saturação: os maiores porta-vozes da oposição, Arthur Virgílio, José Carlos Aleluia entre outros, foram simplesmente limados nessa eleição. Apoiadores duvidosos do governo, como o funesto Fernando Collor, também foram relegados ao esquecimento.


Afirmo que a melhor opção será Marina permanecer neutra e deixar que as outras duas forças se desgastem nesse segundo turno - muita coisa ainda há de ser denunciada nos dois lados -, ajudando-nos a expurgar alguma sujeira da montanha. Marina deve trabalhar os próximos 4 anos para construir uma candidatura invencível em 2014, pois ela há de enfrentar o próprio Lula.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sobre o Voto Obrigatório

A obrigatoriedade do voto é a principal causa da falta de peso atribuída pela lei eleitoral aos votos brancos e nulos. Todos os cidadãos enquadrados nos critérios da lei são forçados a votar. Logo, os legisladores não podem se expor a uma situação em que um espasmo de descontentamento popular provoque um tsunami de votos inválidos que inviabilize um processo eleitoral onde foram investidos milhões de reais. 
Sendo assim, é mantida a obrigatoriedade geral para os eleitores, mas torna-se inócuo optar por não escolher ninguém. 
Muito conveniente, não acham? Com a obrigatoriedade do voto, vários candidatos que não receberiam voto algum, acabam mesmo sendo eleitos, pois "já que tenho que votar mesmo, vou votar no candidato indicado pelo compadre, que vai votar no candidato que o outro compadre dele indicou". O voto obrigatório acaba por disseminar um subproduto terrível, que é o voto leviano, o votar por votar, o votar no candidato bonitinho, no candidato engraçadinho, no candidato ridículo e por aí vai.
Sou favorável à adoção de um conjunto de medidas que transformariam o panorama político desse país. São elas:

  1. Voto Não-obrigatório: Vota quem quer, em quem quiser. E quem quiser ser eleito terá de ser realmente convincente para fazer o cidadão sair de casa para depositar sua confiança nele. E mais: o percentual de votos válidos estabeleceria o tamanho da legitimidade de um mandato. Governos eleitos com baixo percentual de responsividade nas urnas teriam que rebolar para se manter até o final do mandato, pois teria uma multidão de fiscais, pronta para votar uma moção de desconfiança e provocar novas eleições para substitui-lo. 
  2. Fim da Imunidade Parlamentar: Esta funcionalidade teve seu justo uso nos anos imediatamente seguintes ao regime de exceção que foi a Ditadura Militar. Hoje, serve apenas de refúgio legal para a pior espécie de bandido, que mata milhares com uma canetada ou um simples apertar de botão no painel de votação do Congresso, assembléias legislativas e camaras de vereadores. Bandido não pode ocupar assento em nenhum posto dos tres poderes. Errou? Perde o mandato e vai a julgamento. Condenado? Torna-se inelegível e vai para a cadeia. Simples assim, como qualquer outro cidadão. 
  3. Ficha Limpa Ampla. Legislador não pode ter ficha suja no SPC-Serasa, não pode emitir cheque sem fundo, dever pensão alimentícia, enfim, deve ter uma ficha limpa. O Legislativo não é marquise onde bandido se abriga das tempestades da Justiça. Quem não tiver ficha limpa não pode sequer se candidatar, que dirá se eleger. 
Fico só nessas tres medidas por enquanto, pois acho que já trariam uma transformação enorme nos quadros eleitorais desse país.

sábado, 11 de setembro de 2010

A Cor do Seu Voto

Em termos estatísticos, cada voto em branco e nulo apenas contribui para que sejam necessários MENOS votos válidos (menor esforço) para que se eleja a mesma corja de sempre, pois apenas os votos válidos são computados. Se metade da população, por exemplo, anular seu voto, a metade válida dos votos será suficiente para eleger os candidatos majoritários, que serão majoritários com bem menos votos do que precisariam se todos votassem válido.

Não existe bala de prata para o processo eleitoral brasileiro conforme é hoje. Está claro que não temos algo no Brasil de hoje como uma predisposição nacional para anular todos os votos. Temos tres candidatos à presidencia que tem multidões de adeptos. Os demais apenas aguardam a contagem final para negociar as suas miçangas no butim eleitoral, seja um ministeriozinho, uma secretariazinha ou mesmo uma assessoriazinha.

Quem vota em branco ou nulo não atrapalha em nada o processo eleitoral, pois que abdica de participar da escolha dos legisladores e dos líderes do Executivo. Quem vota em branco ou nulo ajuda a evidenciar as cores do embate eleitoral, pois apenas forma o pano de fundo branco para que prevaleçam o vermelho, ou o azul e amarelo, ou o vermelho, preto e branco, ou o vermelho e amarelo dos partidos que elegerão seus candidatos.

O que ainda não ficou claro para a quase totalidade da população educada desse país é que o processo eleitoral não começa com o horário eleitoral gratuito no rádio e ne TV. ele inicia na formação dos partidos políticos, nas afiliações de cidadãos comuns, que participam dos debates e da escolha dos pré-candidatos. 



Estamos todos tão ocupados com nossos empregos e empresas, que esquecemos (na esmagadora maioria) desse detalhe: os governos são formados por candidatos eleitos sob a legenda de partidos políticos, cujos candidatos recebem patrocínios grandes e pequenos de grandes e pequenas empresas, que bancam suas candidaturas para que eles defendam os interesses de seus patrocinadores em seus mandatos.

Enquanto não acordarmos em escala nacional para esse detalhe, envelheceremos e morreremos desgostosos, por ver o candidato do tráfico ser eleito, o candidato dos latifundiários ser eleito, o candidato dos banqueiros ser eleito.

O processo todo é mais longo do que se pensa.

Precisamos abandonar o nosso comodismo imediatista e parar de nos enganar com soluções que nada solucionam, como é o caso dos votos em branco ou nulo, que só alimentam frustrações, úlceras, infartos e AVCs ao longo de nossas vidas.

Precisamos tomar em nossas mãos o processo de eleger o candidato da Educação, o candidato da Segurança, o candidato da Saúde, o candidato do Pleno Emprego. Para que isso aconteça, é preciso e mandatório ANTES desalojar a corja que comanda os partidos políticos prostitutos, que cercam os partidos assim ditos idealistas (de qualquer ideologia) e não será abdicando do voto que o conseguiremos.

Antes que perguntem: sou a favor do voto não-obrigatório, do fim da imunidade parlamentar e da sindicancia da vida prévia dos candidatos a cargos eletivos.

Abraços,

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Duas em cada cinco empresas já receberam oferta de propina, diz relatório da Transparência Internacional


Para saber do que se trata leia a notícia aqui: http://bit.ly/5phWFG




Temos então:


  • Índice global de 40% de assédio a fornecedores visando corrupção; 
  • Acréscimo de 10% no custo total dos projetos (muito provavelmente devido ao acréscimo do valor da propina); 
  • 20% de perda de negócios em função de propina não paga pela parte perdedora
  • 33% de empresas detectando aumento na corrupção no período pesquisado. 

Aí vem as perguntas que não querem calar:


  • Quem é mesmo que patrocina - caixa 1, 2 e 3 - as campanhas eleitorais e candidatos de acordo com seus interesses? Resposta: Empresários corruptos! 
  • Por que então as empresas vitimadas pela corrupção não patrocinam candidatos idôneos para fazerem frente aos corruptos de sempre? 
  • Falta percepção ou inteligência para entender o esquema? 

Particularmente não creio que a segunda opção (falta de inteligência) seja o caso, mas o paradigma de que todo político é um corrupto em potencial tem trazido muitos prejuízos ao empresariado honesto, por culpa deles mesmos acreditarem nesse sofisma, ou seja:


  1. Todo político é corrupto. 
  2. Por isso não financio a candidatura de ninguém. 
  3. Sobram os empresários corruptos, que financiam as campanhas de candidatos corruptos. 
  4. Vida que segue: empresários idôneos perdem negócios para empresários corruptos. 

Afinal, de que os empresários idôneos tanto reclamam? Incluir no orçamento uma verba, pequena que seja, para contribuir para a não reeleição de políticos corruptos e consequente eleição de políticos idôneos deveria fazer parte das obrigações cívicas de uma empresa - para o seu próprio bem e para o bem da sociedade.

Senão, é vida que segue.
Abraços,